domingo, 31 de janeiro de 2010

Relativo, tão relativo que me perco.


Eu deveria viver mais, sério. Eu fico chocada quando vejo a felicidade na mão das pessoas e elas não aproveitam, eu fico chocada com essa auto penitência de domingo à tarde, eu acho que eu deveria fazer como todo mundo: seria sentar no sofá e assistir o Faustão do lado do namorado, mas, sei lá... Eu olho pro lado e não era bem a parede que eu gostaria de ver, eu queria ver alguém feliz, ou simplesmente... sei lá... Eu sei bem o que eu quero falar, mas é que tem horas que tudo me vêm à garganta, na ponta da língua, só que a vontade de dizer e o sistema nervoso funcionam melhor do que a capacidade da língua de falar, daí tropeça tudo, e nessa hora eu sei lá... É melhor ficar quieta e relaxar, isso acontece sempre não é: Então tá, uma vez a mais não faz diferença. O que posso dizer agora é que eu sei o que eu quero, mas, nessa tarde de domingo eu sei lá... Só lá que eu sei, mas eu não sei onde fica lá... Lá pode ser daqui a alguns passos, lá pode ser daqui a uns 30 minutos, lá pode ser longe a anos. Lá, é lá que eu quero, soa mal mas é assim, a vida não é tão bonita, nem tudo deve estar certo, eu sou só um pouco confusa, mas é que aqui eu não sei. Agora da saudade de você e de mim, mas aqui e agora eu não sei, eu sei lá... Eu sei, eu devia viver mais e pensar menos, eu devia falar mais e ouvir menos, eu devia chorar menos e sorrir mais, mas nada ainda é bom e bonito aqui, o que eu tenho a oferecer a não ser um círculo de indas e vindas, voltas em torno de um pensamento. Você voltaria pra uma pessoa que te magoou sem querer e que não tem nada a oferecer a não ser amizade, será que dá certo... será que não... Enquanto esse roda muinho não abre, enquanto ele não passa, eu não sei o que fazer, eu sei lá...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Um dia você aprende...


Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Boba, idiota, infantil.


Talvez eu não passe de uma garota boba, que só sabe sonhar.
Uma garota que imagina tudo nos mínimos detalhes e depois se decepciona, porque a vida é bem mais complexa que a nossa imaginação.

Talvez eu não passe de uma garota idiota, que confia demais em tudo e em todos.
E depois se magoa, porque nunca vamos entender as atitudes dos outros.
Não somos capazes nem de entender as nossas!

Talvez eu não passe de um garota infantil.
Que brinca, ri e vê a vida com os olhos de uma criança.
E depois se machuca, porque não percebe que acaba se tornando o brinquedo preferido dos outros.

É, talvez eu não passe de tudo isso.

Boba, idiota, infantil. Sou mesmo.

Prefiro sonhar, acreditar e rir do que ficar o tempo inteiro tentando ser perfeita, certinha e me preocupando com os outros.

Prefiro cair um tombo do que nunca ter coragem de me levantar.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ser LOUCO é ser são


O mundo tem conhecido pessoas tão bonitas, tão loucas!
Na verdade todas as grandes pessoas no mundo foram um pouco loucas – aos olhos da multidão. As suas loucuras tiveram expressão porque elas não eram miseráveis, elas não tinham medo da morte, elas não estavam preocupadas com o trivial. Elas estavam a viver cada momento com totalidade e intensidade e, por causa dessa totalidade , as suas vidas se tornaram uma linda flor – elas estavam cheias de fragrância, de amor, de vida e de riso.
Mas isso certamente fere milhões de pessoas que estão em seu redor. Elas não podem aceitar a ideia de que você tenha alcançado alguma coisa que elas perderam; elas tentarão de todas as maneiras torná-lo infeliz. A condenação delas nada mais é do que o esforço em torná-lo infeliz, para destruir a sua dança, tirar a sua alegria – de medo que você possa voltar ao rebanho.
É preciso reunir coragem e, se as pessoas disserem que você é louco, divirta-se com a ideia. Diga a elas: "Você está certo, neste mundo somente pessoas loucas podem ser alegres e felizes. Eu optei pela loucura juntamente com a alegria, com o êxtase, com a dança; você optou pela sanidade com a angústia, com o inferno – as nossas opções são diferentes. Continue são e pareça miserável; deixe-me só na minha loucura. Não se sinta ofendido. Eu não me estou a sentir ofendido por todos vocês – tantas pessoas sãs, equilibradas no mundo e eu não estou me sentindo ofendido."
É apenas uma questão de pouco tempo...
Breve, uma vez que elas o tenham aceitado como louco, elas não o perturbarão mais; então você pode se revelar à plena luz com o seu ser original – você pode abandonar todas as suas falsidades.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Canção da Mulher


Que o 'outro' saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o 'outro' note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o 'outro' aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o 'outro' perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o 'outro' goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o 'outro' não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o 'outro' sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o 'outro' seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o 'outro' não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o 'outro' ainda assim me ache linda e me admire.

Que o 'outro' não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o 'outro' entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa:
vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.
Lya Luft

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


A maior felicidade que um homem pode possuir é a de ver, sem inveja, a felicidade alheia.