quarta-feira, 30 de junho de 2010

Recomeçar...


Não importa onde você parou…

em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo…
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para “chegar” perto de você.
Recomeçar…
hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você que chegar?
Ir alto… sonhe alto…
queira o melhor do melhor…
pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos…
Se pensarmos pequeno coisas pequenas teremos...
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar em nossa vida.
“Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.”

Carlos Drummond de Andrade.

domingo, 27 de junho de 2010

Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.
Fernanda Mello






Tudo com o que eu me importo, ME IMPORTA MUITO. Me suga, me leva, me atrai, se funde com tudo o que sou e me consome. Toda. Por inteiro. Sorte minha me doar tanto - e com tal intensidade - e ainda sair viva dessa vida.
Fernanda Mello




quinta-feira, 24 de junho de 2010

Gentil Loucura.


Hoje eu tô jogando tudo fora

Tudo que não presta mais
Todo o lixo que juntei
Nos meus becos e quintais

Tô falando de loucura
Tô falando de viver
Aura clara, sorte escura
Descobrir o que se é, e ser

Pois é preciso ser honesto
Se cada dia é diferente
Sou um anjo e não presto
Sou só eu no meio desta gente

Tô cansado de bancar
O herói de mim ou do bem
Abro a porta, eu quero mais
Eu quero ser sincero com alguém

Deixe que eu respire o ar livre da rua
Sem parar pra discutir

Deixe que eu passeie minha
loucura
Gentilmente por aí.


Skank.


domingo, 20 de junho de 2010


Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas... Permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).

Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... Gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os... Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra missa, apresentar sua familia... Isso a gente vê depois... Se calhar... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos... Me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar... EXPERIMENTE ME AMAR!


Martha Medeiros.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

E tudo mudou...


O rouge virou blush

O pó-de-arroz virou pó-compacto

O brilho virou gloss


O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma

O corpete virou porta-seios

Que virou sutiã

Que virou lib

Que virou silicone


A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento

A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba

A ergométrica virou spinning

A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...

Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão

O espaguete virou Miojo pronto

A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue


A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD

O CD já é MP3

É um filho onde éramos seis

O álbum de fotos agora é mostrado por email


O namoro agora é virtual

A cantada virou torpedo

E do "não" não se tem medo

O break virou street


O samba, pagode

O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também


O forró de sanfona ficou eletrônico

Fortificante não é mais Biotônico

Bicicleta virou Bis

Polícia e ladrão virou
counter strike

Folhetins são novelas de TV

Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato


Chico sumiu da FM e TV

Baby se converteu

RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,

Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos

Agora só tocam lira...


A AIDS virou gripe

A bala antes encontrada agora é perdida

A violência está coisa maldita!


A maconha é calmante

O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz

E a sociedade ficou incapaz...

... De tudo.

Inclusive de notar
essas diferenças.
Luís Fernando Veríssimo.