quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Por que sofremos?


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos
e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Aí Tem...

As coisas são como são. Se alguém diz que está calmo, é porque está calmo. Se alguém diz que te ama, é porque te ama. Se alguém diz que não vai poder sair à noite porque precisa estudar, está explicado. Mas a gente não escuta só as palavras: a gente ouve também os sinais.
Ele telefonou na hora que disse que ia ligar, mas estava frio como um iglu. Você falava, falava, e ele quieto, monossilábico. Até que você o coloca contra a parede: "O que é que está havendo?". "Nada, tô na minha, só isso." Só isso???? Aí tem.
Ele telefonou na hora que disse que ia ligar, mas estava exaltado demais. Não parava de tagarelar. Um entusiasmo fora do comum. Você pergunta à queima-roupa: "Que alegria é essa?" "Ué, tô feliz, só isso". Só isso????? Aí tem.
Os tais sinais. Ansiedade fora de hora, mudez estranha, olhar perdido, mudança no jeito de se vestir, olheiras e bocejos de quem dormiu pouco à noite: aí tem.
Somos doutoras em traduzir gestos, silêncios e atitudes incomuns. Se ele está calado demais, é porque está pensando na melhor maneira de nos dar uma má notícia. Se está esfuziante demais, é porque andou rolando novidades que você não está sabendo. Se ele está carinhoso demais, é porque não quer que você perceba que está com a cabeça em outra. Se manda flores, é porque está querendo que a gente facilite alguma coisa pra ele. Se vai viajar com os amigos, é porque não nos ama mais. Se parou de fumar, é uma promessa que ele não contou pra você. Enfim, o cara não pode respirar diferente que aí tem.
Às vezes não tem. O cara pode estar calado porque leu um troço que mexeu com ele, ou está falando muito porque o time dele venceu. Pode estar mais carinhoso porque conversou sobre isso na terapia e pode estar mais produzido porque teve um aumento de salário. Por que tudo o que eles fazem tem que ser um recado pra gente?
É uma generalização, mas as mulheres costumam ser mais inseguras que os homens no quesito relacionamento. Qualquer mudança de rota nos deixa em estado de alerta, qualquer outra mulher que cruze o caminho dele pode ser uma concorrente, qualquer rispidez não justificada pode ser um cartão amarelo. O que ele diz importa menos do que sua conduta. Pobres homens. Se não estão babando por nós, se tiram o dia para meditar ou para assistir um jogo de vôlei na tevê sem avisar com duas semanas de antecedência, danou-se: aí tem.
Martha Medeiros

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mensagem Chico Xavier.


Nasceste no lar que precisavas, vestiste o corpo físico que merecias, moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização. Teus parentes, amigos são as almas que atraíste, com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes....
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograme tua meta, busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo
Qualquer um pode começar agora e fazer um Novo Fim.

Benção do Chico Xavier.

Realmente, começou 2010...


Após toda folia do carnaval, o fim das férias se aproximando, é hora de pensar...
"o que eu realmente quero para 2010!?"
De uma coisa eu tenho certeza, eu desejo muita felicidade, para mim e para todas as pessoas que amo.
Quero um ano de muita paz e festas. Quero viajar, conhecer pessoas e lugares.
A cada dia que passar quero mais maturidade. Quero aprender com os erros que provavelmente cometerei...
Quero realizar meus sonhos, mas mais que isso, quero sonhar mais, para sempre ter motivo para viver intensamente.
Ao meu lado espero ter pessoas verdadeiras, que eu possa contar em momentos bons e ruins, para rir e chorar.

Quero viver cada dia, sem pensar no próximo, sem tentar imaginar o futuro... Viver o
presente de cada dia.
E no final do ano, quero sentir saudade de tudo que passou, dos momentos bons onde ri com pessoas maravilhoas.

Aproveitarei ao máximo mais um ano que Deus me proporcionará!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010


Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios


Sorri quando tudo terminar

Quando nada mais restar

Do teu sonho encantador


Sorri quando o sol perder a luz

E sentires uma cruz

Nos teus ombros cansados doloridos


Sorri vai mentindo a sua dor

E ao notar que tu sorris

Todo mundo irá supor

Que és feliz

Charles Chaplin

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Inconsequência.


É uma falácia a ideia de que os outros estão sempre lá. E eu estou do lado de cá.
Alguém me disse que ando muito amargo. Eu diria que ando mais do tipo agridoce. Fartei-me do papelinho de aceitar tudo sem reagir. A condição humana demonstra muito pouca inteligência na maioria das vezes. Confude-se humor com falta de respeito.
Não raras vezes as pessoas não se sabem situar. Rapidamente se abusa da confiança que se é dada. O velho provérbio dá-se a mão e querem logo o braço tem razão de existir. Uma frase sábia é: se nós permitirmos sobem por nós acima e fazem por nós abaixo. Isto para refletir sobre a condição de que se vai suportanto muita coisa, mas há um momento em que um simples pingo faz tranbordar o copo.
E aí, no que me diz respeito, não há volta atrás. Sempre achei (e continuo a achar) que as pessoas podem ter tudo de mim. Mas tudo mesmo. Quando gosto de alguém faço tudo por essa pessoa. Quando por alguma razão as pessoas deixam de me merecer confiança e respeito tornam-se indiferentes para mim. Não faço mal a ninguém, mas pura e simplesmente deixam de existir para mim numa certa condição de amizade. Esse sentimento é transversal, desde o amor até à amizade, passando pelas relações interpessoais em todas as suas vertentes.
Infelizmente, vou engolindo muita coisa até ao momento do vômito final. Mas este por vezes surgem... e aí, mera culpa, não consigo perdoar e voltar atrás. Chamem-lhe rancor chamem-lhe o que quiserem... Mas eu sou assim. Vou avisando, diretamente, sob o olhar direto... E de repente passo-me para o outro lado e aí não retorno. Sempre fui assim direta e consequente. Quando assumimos comportamentos devemos assumi-los com as gónadas bem no sítio. Quer estejamos corretos ou errados. Temos que assumir as consequências dos nosso atos. Toda a ação tem uma reação.
Tenho uma personalidade nefasta por vezes, mas considero-me justo nas minhas avaliações e dou mais hipóteses do que a maioria das pessoas que cinicamente vão criticando e queimando os outros quando viram costas. E isso, eu sou incapaz de fazer, tudo o que eu digo, digo pela frente. E assim durmo em paz perante as minhas intolerâncias.